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diário de ROSA KAPILA



de seu cérebro.
Oh oceano de milênios
Ter que planetar nessa terra obscura.
Miar,miei;para minha gata.
Oswald.aos olhos que choram, as esperanças.
Em meus sonhos grifo as palavras
de língua estrangeira
Oswald, meu querido
a Alma de agora.


Escrito por Rosa Kapila às 16h28
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À Deriva

Tenho uma sensação que minha criatividade desapareceu

no subsolo

A crise espiritual continua crise

Parece que a alma selvagem está morrendo

Cadê a saúde de meu rio?



Escrito por Rosa Kapila às 16h42
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Carnaval sob meus pés
gira, zumbe dentro de mim
Ondulações no telhado
apitos no asfalto
Morreram os insetos
pisados naquele mar de gente
Os venenos da poluição
A noite turva
anuncia a batucada
somente com Raul Seixas
Acho que Raul não gostaria
Melhor cuidar de minha panela Rochedo


Escrito por Rosa Kapila às 16h38
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Carnaval sob meus pés
gira, zumbe dentro de mim
Ondulações no telhado
apitos no asfalto
Morreram os insetos
pisados naquele mar de gente
Os venenos da poluição
A noite turva
anuncia a batucada
somente com Raul Seixas
Acho que Raul não gostaria
Melhor cuidar de minha panela Rochedo


Escrito por Rosa Kapila às 16h35
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Folha de livro. Folha que me espanta.



Escrito por Rosa Kapila às 20h26
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FALANDO DE LIVROS

Na  década de 1980 todos os meus  livros  eram censurados. Escreverei aqui apenas uma cena de um.

Quando eu ganhei o Ícaro fiquei numa Maternidade muito boa, de referência, mas de madrugada eu sentia muita fome. Então saía andando atrás de comida. Roubava de um tudo das geladeiras. Até que abri uma geladeira muito grande e a mesma estava cheia de defuntos.

Escrevi essa cena em meu livro  “Quando Mamãe Souber” mas a editora não aceitou, disse que não  publicaria aquilo. Tive que tirar fora umas  dez páginas. Fiquei triste pois tudo que escrevo é para ser publicado. O livro saiu  sem  os furtos de iogurtes e frutas. Mas tudo bem, ele é bem aceito pelo público. O pior é que hoje em dia  não  sei onde andam aquelas páginas.

 

 



Escrito por Rosa Kapila às 17h52
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FALANDO DE LIVROS

Na  década de 1980 todos os meus  livros  eram censurados. Escreverei aqui apenas uma cena de um.

Quando eu ganhei o Ícaro fiquei numa Maternidade muito boa, de referência, mas de madrugada eu sentia muita fome. Então saía andando atrás de comida. Roubava de um tudo das geladeiras. Até que abri uma geladeira muito grande e a mesma estava cheia de defuntos.

Escrevi essa cena em meu livro  “Quando Mamãe Souber” mas a editora não aceitou, disse que não  publicaria aquilo. Tive que tirar fora umas  dez páginas. Fiquei triste pois tudo que escrevo é para ser publicado. O livro saiu  sem  os furtos de iogurtes e frutas. Mas tudo bem, ele é bem aceito pelo público. O pior é que hoje em dia  não  sei onde andam aquelas páginas.

 

 



Escrito por Rosa Kapila às 17h48
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CHORA QUE MELHORA (Rosa Kapila)

Uma vez Fernando Pessoa disse  “minha pátria

/é onde não estou”.

Teresina é minha pátria e fico sempre longe dela.

Levo os dias contando canetas,clipes,resmas de papéis.

Que alma!

Os sinos tocam, mas são os computadores que o fazem.

Daqui  do décimo sétimo andar, olho tudo com binóculo.

Um rapaz bonito me chama a atenção

Me faria bem um tipo assim.

O passado e o presente se fundem.

Encontrei  na internet um namorado de  meados de 1970

Pela foto que tenho dele não me enganaria.

Continua belo. E eu sem coragem.



Escrito por Rosa Kapila às 18h15
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CLARIDADE  ( POEMA DE ROSA  MARIA KAPILA)

A Lâmpada fiel  a  me iluminar, há dez anos não queimava

Novenei pensando em mamãe

E vejo um objeto sobre a lua.

Imaginei meu pé em Plutão

E minha gata mia na foto.

Saltei na penúltima estação

Vi uma banca com livros de Molière e fraldas no varal

Prima Guadalupe me abraça

Vértebras estalam

Eu invento que o sensores de minha gata me  seguem

E dizem que gata tem bigode.



Escrito por Rosa Kapila às 17h35
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COMIDA PURITANA ( POEMA DE ROSA KAPILA)

No restaurante quase escrevi teu nome

/como Drummond com letras de macarrão.

Certo Drummond, a sopa esfriou.

Sonho com as beatas ajoelhadas no pensionato

/onde morei

Sonho com elas catando feijão

Sonhos passeantes

/de moças indiferentes

Família com freiras

/abençoa  legumes

Revelação na sala de jantar olhando

/Santa Maria

Para as freiras o mundo tão antigo

Para as moças indiferentes, lembranças.

  vem  as lâmpadas fechar meus olhos.



Escrito por Rosa Kapila às 12h28
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   CARLOS EMÍLIO  CORRÊA LIMA  - ESCRITOR



Escrito por Rosa Kapila às 16h59
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MONÓLOGO DE DIDIER (POEMA DE ROSA KAPILA)

Vou te contar porque não bebi água em tua casa

/o teu filtro com água imantada é uma fraude

De noite a Lua vem e coloca uma água   clorada nele.

E a Lua tem a torneira quebrada.

Você conhece as pessoas bacia?

- “Não”.

São pessoas rasas,tem até uma presidente

Que é bacia,mas não tão rasa.

E a Isabel do lixo?

-“Também não conheço”.

Uma tal de Princesa Isabel.

Você sabe que a família real me persegue

/todo dia. Eles colocam gafanhotos,piolho de cobra

/escorpiões e outros bichos em minha frente.

Você ouve minhas novidades?

Eu sou carpinteira, ganho dinheiro com minhas ferramentas.

Eu vivo no mercado da morte

Eu sou da esquerda.

Um dia eu fiz poemas de amor

/que nem essas besteiras que você escreve

Mandei fazer uma caixa de lata para eu

/ficar no Metrô  ganhando dinheiro.

Obs: Didier é minha amiga há 15 anos.

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Rosa Kapila às 18h23
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POEMA de Rosa Kapila
“TUDO NOS DIZ ADEUS, TUDO NOS DEIXA”

TENHO QUE RELER ALGUNS LIVROS.
EU JÁ ENCAREI MEU MAIOR DEMÔNIO.
ALICE ATRAVÉS DO ESPELHO E SUA PERGUNTA:
“ QUEM SONHOU ISSO?”
TENHO QUE RELER HERÁCLITO, O OBSCURO.
ASSIM DIZ PLOTINO:
“ A TARDE ELEMENTAL RONDA A CASA”.
A DE ONTEM,A DE HOJE, A QUE NÃO PASSA
IGNORANTE AMOR, A IRONIA, O DESEJO DE SER.
ESTOU FOLHEANDO NESSE MOMENTO
OS DIVERSOS LIVROS QUE NÃO ESCREVI
TENHO VÁRIAS IDENTIDADES:
SEMPRE ESPREITANDO SEM SER VISTA,
IGUAL UMA MALA VAZIA GUARDADA
EM UM ARMÁRIO, ESPERANDO SER ENCHIDA.
POR FIM , CHOREI PARA O PODER SUPERIOR.



Escrito por Rosa Kapila às 15h26
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Escrito por Rosa Kapila às 18h05
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“ROSAS DE VINHO! ABRI O CÁLICE AVINHADO” (POEMA DE ROSA KAPILA)

Kapila virou Copila ou Capela

Passei trinta anos para aprender o nome

/de minha amiga Jacquelinei

Não me importo...olho a água cor de azeite

O tempo vira

Uma consumição

Agoniei na Pedra do Arpoador e vomitei

/no sal do mar

Em Teresina se fala “doente dos nervos”

Mas vejo o doce pôr do sol

Oara me socorreu

Mais vinte anos

Para meu amigo Dublinului

Cinco taças de vinho

Produzem imensa lágrima.



Escrito por Rosa Kapila às 17h26
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