Escrito por Rosa Kapila às 17h30
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(POEMA DE ROSA KAPILA) LUZES! ACORDEM! Fico na Gonçalves Dias... fui tomar ar /nos quatro cantos do mundo. Mulher de gesso estampando gola rolê na vitrine /enquanto o vira-lata faz seu décimo round Se ele fosse gente eu poderia convidá-lo para entrar /comigo na Colombo e tomar um café... falas Pessoanas Mas lembro de carroças, lápis, carvão, queda de linguagem, /minha cítara, Machado de Assis sentado talvez na mesa em que estou. Lembro também de alpendres de latão, retorcidas pelo vento, /Tabacaria de Fernando Pessoa. Como um brioche e bebo café. Os ipês de Teresina, a Lírica de Camões, a beleza de Ícaro. A pedra em que eu sentava em São José do Rio Preto. Amigos Infância cuspindo longe com as amiguinhas. Essa parte é muito boa. O livro Satíricon Provas? Odiava. Ando pelo Rio e entro numa Igreja de querubins nus.
Escrito por Rosa Kapila às 17h06
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(POEMA DE ROSA KAPILA ) MEU TALISMÃ SOU EU “Duas vezes, simplesmente me declarei assim, possuí o inimigo, comi o inimigo, dominei sua arte, sua magia.” ( Anne Sexton) PROCURO SER AMIGA DAS PIORES PARTES DE MIM MESMA. AQUELE MEU MATERIAL DAS TREVAS, EMPURRO PARA O PRECIPÍCIO NÃO PRECISO SER OBEDIENTE A QUALQUER DESEJO POR QUE TENHO QUE COMPREENDER MINHA FAMÍLIA? SE TENHO UMA NATUREZA CONHECEDORA... EU MATO OS OBSTÁCULOS PERVERSOS SE MINHAS FALHAS SÃO CRUÉIS EU SUPORTO O QUE VEJO. NÃO PRECISO FICAR PENDURADA NO MONTE EVEREST EU POSSO SENTIR SOLIDÃO E FRIO EU POSSO MERGULHAR NUMA FLORESTA EU POSSO ME ENTORPECER EU POSSO ABANDONAR VELHOS ESTILOS EU POSSO FAZER A TRAVESSIA DA ESCURIDÃO EU POSSO SER DONA DE MEU INCONSCIENTE MISTERIOSO MEU BOM RACIOCÍNIO TEM INDEPENDÊNCIA E NUTRE MINHA INTUIÇÃO QUE ME VENHAM TODAS AS INCOMPREENSÕES MEU TALISMÃ SOU EU.
Escrito por Rosa Kapila às 15h14
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