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diário de ROSA KAPILA




Escrito por Rosa Kapila às 14h47
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Escrito por Rosa Kapila às 18h08
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Escrito por Rosa Kapila às 18h07
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Escrito por Rosa Kapila às 17h44
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Escrito por Rosa Kapila às 17h40
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Escrito por Rosa Kapila às 16h50
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MEUS QUERIDOS LEITORES, MUITOS ASSUNTOS FICARAM PENDENTES,PORÉM QUERO ESCREVER CENTENAS DE TEXTOS SOBRE A LITERATURA E ARTES DO SÉCULO PASSADO AQUI NO RIO DE JANEIRO.ESSE É APENAS UM PETISCO. BJS BJS (ROSA KAPILA)



Escrito por Rosa Kapila às 21h28
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Escrito por Rosa Kapila às 21h15
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Escrito por Rosa Kapila às 20h15
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O ANO DE 1997 FOI MUITO BOM,BANDINI!

“A política tem a sua fonte na perversidade e não na grandeza do espírito humano.”

 

( Voltaire )

Para minha querida mana Ana Vitória de Carvalho Santos,guerrilheira aos quinze anos.

Minha mãe sempre dizia:querida,ore com os pés para trás. E eu sei   que o ser humano quer ser amado e amado ser.Frase de cinema.E também sigo Bertold Brecht:”primeiro comer,depois a moral”. Minha mãe sim,orava com os pés para trás. Naqueles anos de 1960 a polícia chegou no Bairro Vermelha, em Teresina e adentrou nossa casa na Rua 13 de Maio.Queria ver “os livros da casa”. Eu e mamãe  já havíamos feito um buraco enorme no quintal e enterrado Marx,Lenine, Brecht,Sartre,Aristóteles e outros. Eu perguntava, mãe por que estamos fazendo isso? Ela me respondeu: a polícia diz que o Raimundo é comunista e querem prendê-lo. Quando a polícia chegou lá em casa e pediu para ver os livros, mamãe trouxe a Bíblia. Com 14 anos Raimundo foi preso político e até sua morte (11 de setembro de 2011) foi guerrilheiro. Paguei o INSS dele e  o mesmo nunca conseguiu um real do governo. Raimundo contestou o sistema  até o fim. O governo comeu de nossos bolsos dez anos de pagamento de INSS e Raimundo nunca encontrou um médico do INSS  que lhe facilitasse na perícia.Mesmo doente do coração foi massacrado pelo “sistema”, assim mesmo ele falava. Entretanto 1977 foi um ano excelente para mim. Faculdade de Letras UFRJ,amigos poetas e passeatas. Conheci e fiz amizade com Francisco Miguel de Moura e José Louzeiro. O Chico Miguel me orientou para o caminho do “Conto” e o Louzeiro me ensinou que escrever muito não faz mal a ninguém. “Escreva todo dia” nem que saia para o cemitério dez caixões de entes queridos.Em 2011 foram-se nove entes queridos Segui os dois mestres. Nesse  1997 eu,Suzana Vargas,Luiz Ricardo Leitão(presidente do nosso grêmio acadêmico) frequentávamos muito a casa do Louzeiro em Copacabana. Esse querido escritor estava no auge com seu filme “Pixote”.

Considero o José Louzeiro o escritor brasileiro mais importante nas décadas de !970 e 1980. Em Teresina,ainda criança eu escrevia meu livro “Baião de Dois”. Aos 14 anos ele estava pronto, mas eu tinha vergonha de escrever livro. O interessante é que até hoje dizem que é meu melhor livro. Ia levar meu Baião para o José Louzeiro ler, mas aquilo tudo era uma ruma de papel. Conversei com Suzana e ela disse: “por que tu não vais à MESBLA e compra uma olivetti?” Minha primeira máquina de escrever....era um sonho...eu  morava em Santa Teresa (metade de minha vida foi em Santa) e passava a noite datilografando meus contos, em Teresina eu havia feito o curso de “dactilografia”. Naquele tempo quem não tinha o diploma de datilógrafo não arranjava emprego. Eu lecionava de tarde e de manhã ia para a UFRJ. Levei meu livro para Louzeiro ler...ele me disse: larga essas escolas todas e vai ser escritora profissional  que nem eu. Seu livro é lindo, faço questão de escrever a orelha. Naquele ano eu decidi  escrever todo dia. De Teresina vinham as cartas de Chico Miguel, sempre me orientando,dando palpites para que eu escrevesse bem. Chico Miguel me chamou para escrever na REVISTA CIRANDINHA. Uma revista maravilhosa,literariamente profunda. Estudava de manhã na UFRJ,de tarde lecionava e de noite fazia Cursinho no Helio Alonso, Rua das Marrecas. De madrugada ia para sessão da meia noite no Cinema Paissandu.Foi na Faculdade de Letras que conheci Luiz Soares Dulci e por coincidência à noite ele era meu coordenador no colégio em que eu lecionava. O Dulci  estava decidindo se ia para o Araguaia ou se fundava o PT. Era amigo do Lula e foi Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República. Atualmente fala que não quer mais ser  ministro, mesmo tendo sido  convidado. O grupo de poetas da Cinelândia fazia sucesso e nas voltas que a vida dá dei de cara com Marco Felix de Lima,ele fazia a poesia de giz, no chão. Foi meu aluno em Nova Iguaçu em 2008. Relembramos muitas ideias que tínhamos naquele século passado. Minha irmã Ana Vitória caiu na militância bem mais cedo que eu. Aos  quinze anos ela rodou o mundo fazendo a divulgação do PC do B. Querido leitor a próxima crônica será ainda, a década de 1970. Temos muito o que falar da cultura e arte desse país.

 

 



Escrito por Rosa Kapila às 19h45
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