RALANDO A LÍNGUA “Os poetas místicos são filósofos doentes, E os filósofos são homens doidos” (Fernando Pessoa. In: Ficções do interlúdio ) Para meu irmão Raimundo Venceslau dos Santos O que sabem as flores e as árvores a meu respeito? Gritei: valei-me Santa Bárbara na hora do aguaceiro. Sonhei com um vago mistério, depois de ter visto o filme “Amor À morte, de Allan Resnais. O filme quase me enlouquece. Quem me dera morar naquela aldeia! Queridos leitores, nada do que digo e escrevo, eu vivo. Um garoto na rua me disse: “em vez de chorar minha mãe, A polícia chora as deles primeiro”. Foi a mais estranha de todas as estranhezas Que ouvi um dia. Olhando para seis relógios passei a noite toda. Pulo do pensamento para as palavras. Meu vizinho colocou uma placa de natal em sua porta E eu corro pelo corredor e saltito fazendo ginástica contando /as letras da placa. Com uma dor no corpo penso que tenho doenças /de novas ideias. Tresvariando vi a figura dele. Quero qualquer coisa para me acordar, para não ter que me deixar /de novo. Um cego para na calçada e me olha. O que é melhor, a tua alegria ou a minha?
Escrito por Rosa Kapila às 16h00
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