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diário de ROSA KAPILA


 

  SE DANAR!

 

“A raiva é um veneno que bebemos esperando que os outros morram.”

 

( William Shakespeare)

Para minha querida amiga Agripina Pomar.

 

 

 

Eu não fugiria da bomba atômica que é te amar.

Estou com  infiltração nos  ossos

E como uma mamífera fugiria sozinha

Algumas pessoas amigas se derretem  em seus túmulos

O meu mistério será   escancarado

Antigamente eu sabia muito bem como me virar

Mas comecei a apostar com  a vida

Ando atrás de novos julgamentos, para limpar meu  nome

Há uma ficha  a meu  respeito que eu era comunista em 1975

Não me decepcionei

O meu alguém  que mora dentro de mim está  satisfeita.

Baby  você  está feliz porque estou longe de suas vistas.

Nunca esmaguei insetos com minhas botas sujas

Mas seria bem  capaz de esmagar esse meu amor

De meu  alguém que mora comigo

Disse  coisas que não deveria mas meu coração

Está debatendo-se  aos gritos

Espanco minha casa chutando sofás e cadeiras

Eu não quero trocar  de coração

Fiz uma aliança perversa com o cinema

Liguei  para um  evangélico e ele disse que eu  tinha o cão no couro.

  se danar!



Escrito por Rosa Kapila às 22h26
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No poema postado em 19/12/2010 (O grau zero de todos os lugares),

na foto sou eu e meu querido irmão Lásaro Venceslau do Santos. Foto de Edu Planchêz.

 



Escrito por Rosa Kapila às 19h26
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O GRAU ZERO DE TODOS OS LUGARES

 

 

 

 

“Vivemos com os nossos defeitos como com os cheiros que temos: não os sentimos, eles só incomodam os outros.”
(Anne Lambert )
Para  minha avó Emily


Amigo, deixe essa ladainha: tão  sozinho
Lou Reed  diz: os  tolos se atropelam enquanto os anjos se contêm
Admita, não se pode ser  esperto o tempo inteiro.
Alguém está interessado nos seus ossos?
Vou  ficar no bar, quietinha e permanecer olhando  pros meus pés.
Não sou o tipo  que choraminga sobre uma garrafa de cerveja.
Nós  dois precisamos algum dia dormir juntos.
Eu prometo temperar uma  comida  chinesa e gostar mais de
Truman  Capote.
E direi que não acho carne algo nojento como se diz em Teresina:
/estou  engulhada.
Hoje é dia de malote; pelo apagar e acender  das luzes da comunidade
/que vejo ao longe.
As palavras se travestizam e as luzes viram sinais.
Dezenas  de palavras-valise aparecem.
Já  tomei meu golinho de café e acho que vou me mandar.
Mais uma vez, amigo, você  não veio.
Não sei porque mas eu não me sentiria bem fazendo gracinhas  de copo na mão.
Um garoto engraxate, com cabelo de tõin   nhõin  nhõin, pega em meus dois pés.
Mas digo, vou te pagar por esse teu sorriso.
Ensine-me como a lua que nasce“A  senhora não devia frequentar esse boteco  -  diz o  menino”.
Baby há muitas  coisas que eu frequento e não devia. Sou do tipo
Que comete o erro 100  vezes.
Mas eu já matei células da cabeça e saí  à francesa de copo na mão.
Garotinho, eu permito  que você  me veja  feliz.
Sabe o que eu queria, menino?
Sentir o cheiro e o gosto dos lábios dele.
Nunca acordei extasiada com teu corpo.
Mas só você me fala de uma terra distante onde os sábios
Se beijam na boca.
Baby

Ensine-me pecados
Ensine-me como se fabrica a história dos mistérios
Diga-me se eu tenho vícios e virtudes.
Me pendure num galho e me balance ao vento.
Não consigo  manter minhas mãos longe de  certos papéis.
Ponho sobre a mesa o dedo no ponto em que desejo aportar.
Sei  quando te encontrar: vou ficar tremendo por dentro.
Sete dias tem uma semana e  sete dias  penso em teus  pelos.
Quando o pecado chega tão longe só nos resta cuspir no
/no  espelho e estapear a cara.
Hoje em dia não tem mais édipo, nem Jocasta, muito menos Freud.
Diante do desprezo a indiferença fica imensa.
Espero o dia em que você enfie o troço em minha boca cristã.
Só num mundo  tão indisciplinado  e cruel o amor pode esperar.
Penso no dia em que  eu  possa pousar um beijo em teu ouvido.
Já lutei muito para fazer do amor uma lenda.
É melhor combatermos a sombra.
Queria encontrar  nos teus olhos retratados nos meus
/uma encomenda de felicidade
Só me resta trabalhar a paciência.










Escrito por Rosa Kapila às 01h26
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