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diário de ROSA KAPILA


ESTOU  USANDO PEDRAS DE PONTAS AFIADAS  PARA FAZER 

UMA  ARTE TOSCA

"Em meu ofício ou arte taciturna  (...) escrevo essas páginas de espuma 

(...) que enlaçam as dores do século, que não me pagam nem me elogiam

e ignoram meu ofício ou minha arte"

( Dylan  Thomas )

Para meu grande amigo Antonio Carlos Rocha

 

Passo minhas noites brincando com pedras

/de pontas afiadas a fim de fazer  uma arte tosca.

Cobro pouco por essa angústia ancestral e perpétua

Sou uma camponesa com um par de pés querendo caminhar

A alegria  é irmã gêmea da fraternidade

a  segunda tira partido da primeira.

Tenho minhas dúvidas se Jesus foi carpinteiro.

Eu seria uma camponesa ceifando os campos?

Não vejo nenhum pau  para eu incendiar

mas tenho um corpo Freudiano.



Escrito por Rosa Kapila às 12h22
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HARTHES & FRUTHOS CORDEROSA
“Não vejo mais esse a quem quis”
( Fernando Pessoa )
Dedico esse poema a Rubens Eduardo Ferreira Frias
Cadê aquela curva do horizonte, de Pessoa?
Preciso deixar meu filho dormir.
Esbaforida com olho de ficção científica trago sangue
/escorrendo pelo corpo (...)
O Cristo Redentor me manda uma brisa leve que passa
/sem me ver.
Quem quero que me conheça, de mim foge.
O cheiro de mamãe me nina.
Meu ouvido é uma toca para a ratazana que aqui mora, cheirar.
Não te matarei,rata, por isso te peço: foge para as terras do Alasca.
Sou sombra que se arrasta até minha querida horta e minto 
/para o chão que é um espelho.
Entre estragos vou e venho mas até os mendigos têm o
/direito de ir e vir de seus albergues.
Sou a grande fhlor de Pessoa que não dura e senhora
/do amor que não vejo mais.
Se minha mãe, morta, me ninou, outro símbolo azul está com ela.
O amor que tanto esperei, inútil, chegou atrasado.
As indefinições se desdobram como pétalas em aberturas.
Tenho muito mais saudade da obra alheia do que da minha.
Re-visito as horas amadas, mas não te encontro, amor.
Há apenas sombras de nossos sapatos, roupões, lençóis
/e meus pés pisando nos teus em busca de uma procissão
/pela janela.
Paixão com paixão colore o mundo.
Todos os santos estavam lindos.
Até hoje não estou curada daqueles três dias de beijos.



Escrito por Rosa Kapila às 20h12
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