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diário de ROSA KAPILA


Queridos leitores, gosto muito de ser provocada. As observações de Francisco Miguel de Moura são coerentes sim, entretanto eu jamais seria uma poeta para escrever mesmices e pieguices. Se eu não desse um nó na cabeça do meu leitor, sinceramente preferiria não escrever.  Na década de 1970 Francisco Miguel, em Teresina criou a Revista Cirandinha, hoje em dia considerada um clássico e uma pérola de jóia. Chico Miguel me publicou primeiro. É meu padrinho intelectual e respeito muito as opiniões dele.

Rosa Kapila



Escrito por Rosa Kapila às 10h06
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[Rosa Kapila] [rosakapila1@yahoo.com.br] [www.rosakapila.zip.net]
meu querido chico miguel, aliás, meu padrinho. devo meu início literário todo a vc.eu já fui muito molenga nessa vida. sustentei dezenas e dezenas de pessoas....ATÉ AÍ TUDO BEM, POIS São Paulo já disse que fora da caridade não há salvação. que bom que vc. disse que sou uma panela de pressão....não tenho medo de nada....só 3 coisas me interessam nesse mundo: Icaro, papel e livros. mas alguns membros de minha família que são sustentados por mim vivem me marretando...daqui a 100 anos quem lembrará disso? e olhe que eu me seguro...mas vc. ainda não viu nada.....dezenas e dezenas de poemas sinistros estão vindo por aí.hoje em dia eu publico o que quero. Quanto aos outros explico: sou profª de mídia.... minha mídia ainda não chegou aos pés do que pretendo. Virgínia Woolf não quebrou uma garrafa de wisque na cabeça de um crítico? Porque eu não posso quebrar uma menorzinha? abraços, beijos e queijos

02/07/2010 09:53



Escrito por Rosa Kapila às 09h59
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[francisco miguel de moura] [franciscomigueldemoura@superig.com.br] [http://franciscomigueldemoura.blogspot.com]
Seus poemas são instigantes, sua cabeça é uma panela de pressão, fervilha, borbulha, de saem ótimos versos, algums poemas bem interessantes, bons digamos, nota dez, mas é preciso ter um pouco de contenção para que fiquem mais tempo na mira dos observadores críticos e educadores - eles são a mídia. E nós não vamos longe sem eles. Não é bom arriscar. A internet é excelente para exercícios, mas precisamos de mais. Estou falando também por mim. Pra frente, amiga Kapila, você é sempre aquela pessoa maravilhosa e que nao fica parada olhando o tempo. É bom. Abraços chico

26/05/2010 18:23



Escrito por Rosa Kapila às 09h58
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AOS MEUS PARENTES  SERPENTES

“A solidão se reflete, no olhar, que expurga o som do ranger da alma. Um brilho opaco de uma sombra branca com gosto de água amarga e sal sem doce”

( Augusto Vicente )

Para meu querido irmão Lásaro Venceslau dos Santos, por motivos óbvios.

 

A espuma do feijão preto,fez-me lembrar a espuma do mar

E  eu própria, espumo ao zumbido de um tango.

Familiares me atiram pedras dizendo que não escrevo o

/que escrevo.

Uma personagem da família ainda questionou: quem diabo ler aquilo

/que ela  escreve?

Respondo de memória: tem muito diabo por aí me lendo.

Outro parente que eu alimento e que é desafortunado disse que

/sou mitônoma.

Trago na algibeira um ditado popular:”não sei se caso ou se compro uma vaca.”

E os parentes sem dinheiro sempre retornam atrás de minha grana.

Fiquei surpresa  com o tanto de doença  que alguns me deram...se não me engano tenho 

/8  doenças incuráveis...  bem   caros leitores  eu não poderia morrer  sem escrever sobre

/esse   censo do  ibegê-brega  a meu respeito.

Dessa forma já já  a galinha dos ovos de ouro vai pras cucuias.

Antes lhes daria  um soco lindo em cada olho e quebraria os dentes

/das infâmias com uma garrafa de gatorade.

Nessas horas sou bem Bukowskiana.

Fatiarei  pepinos para manter a sanidade

/quando eu eclipsar-me no nº 2.

Deixarei o mundo em chamas  para eles todos

Jogarei pedras como uma criança... e vou avisando; o melhor do

/touro está nos chifres.

Tenho um gato de 25 anos que me lambe e me traz muitos beijos

/de viagens.

Todos esses familiares engasgados com cebola precisam de muito mais sorte

/do que eu.

O   Gatorade irá também  para os dentes daquele diabo

/que incendiou  meu fogo e partiu como   uma faca parte

/um tablete  de manteiga.

Minhas raivas, às vezes são trambolhos que atiro no ar e  eu

/viro um terror.

Sinceramente,  com a raiva que estou eu  os embarcaria

Na  Nau Catrineta para apodrecerem num porto bem  longe de mim.

E aquele pau que nunca me incendiou irá junto.

Conheço alguns desfiladeiros  bem próximos

/ao mar que espuma.

Fale mal de mim mas não de minha obra.

Já inventei muita gente que me inventou.

Vou fazer de você que fala mal de mim,

/um trapo endurecido.

Beijos  a todos vocês meus caros leitores.

Venham  tomar café com a autora na sala Rosa Kapila

Prometo que não mordo ( marque a hora (21) 9105-5698

 

 



Escrito por Rosa Kapila às 12h23
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PAULO NUBILE MEU AMOR

“Tua mansão, teu corpo

Síntese

Farol do rio”

( Paulo Nubile )

Obs:  este é um fragmento de um poema que Paulo  escreveu em carta

Para mim, em 27 de janeiro  de 1998

 

Ofereço para ti meu amor meus melhores poemas

Quando na calada da noite me sonhas e beija minha alma.

Eu tenho os passos  da lua /das estrelas/dos céus  para  te seguir

/alma ambulante.

Veja meu amor saio agora da vigília... estou  doida de saída e muito mais doida

/para te mostrar minha tatuagem de teu rosto em minha virilha.

Encontrei uns pratos rachados de nossa viagem à França

Tua camisa de quadradinhos amarelos eu cheiro todo dia

Roubaram nossas cartas  meu amor mas o lençol que me destes  está aqui

/Embolado em meus pés.

Olho o crepúsculo e o Cristo   Redentor e te vejo  quando

/ninguém está por  perto.

Minha nuvem predileta me pego esperando o  “sonho” com café

Eu não teria   coragem de registrar aqui a vontade de morrer

/em “nosso  jardin  secret”.

Meu amor me mantenha informada do que acontece aí no céu.

Insana te remeto tudo daqui.

Naquele hotel de  Caçapava eu untava  tua boca com meus lábios de manteiga

/apenas uma pequena referência ao filme “O útimo tango em Paris”

E você: “fique em pé, nua e olhe para mim”  para enfrentarmos o mundo caminhando

/em lindos tetos, apagando luzes de poste. Como era verde o  meu vale.

Eu   preferiria ter morrido naquela  noite a viver chorando hoje.

Não ver mais o teu  corpo é como jogar pedra na lua e  querer ouvir

 

/o barulho daqui de baixo.

Meu amor, me sonhe hoje

Me sonhe toda noite

Eu rezo/canto/choro/bato ovos/descasco abóbora/faço purê de maçã/pego táxi/

/olho para lindos homens/planto hortênsias/faço sonetos

Mas quando o dia nascer  haverá um sol me acordando

/para me apontar os postais  que  te escrevo

Um copo com água me acalma

Meu amor morto por que tenho que lutar com essa batalha?

Um mosquito me morde enquanto tomo  café no parapeito

E   peço forças ao Cristo Redentor.

Se eu pudesse encaixava minha cabeça  em meu pescoço

Meu ronco me acordou  porque eu viajava bodada

Estava já na CENTRAL DO BRASIL

Procuro uma lata   de lixo e vomito, minha calça  jeans

/parece um papel corrugado.

No próximo bar eu lavo a  cara.

E, hoje,sentada em teu túmulo mando

/fotos para o mundo.



Escrito por Rosa Kapila às 12h21
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UM CÉU ALGODOADO

"Um tufo de algodão
flutuando na água
uma nuvem"

( Rogério Martins )

Para meu amigo André Borges

Trabalha sol

enquanto eu fico sentada sem fazer nada.

a  melhor coisa do mundo é piscar os olhos

para o sol e nada fazer.

e eu aqui olhando Brad  Pitt sem a Jolie do lado

eu queria disparar que nem uma égua na corrida

vários relógios tilintam sua solidão.

ao final da tarde fui ao Catumbi

e deixei que minha alma saísse por meus olhos perplexos....

diante de  dois cadáveres não sei como pulei por cima.

 



Escrito por Rosa Kapila às 10h17
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Caro leitor,

se você quiser ler meus mais recentes poemas, por gentileza

veja meu blog: www.vozesderosakapila.blospot.com

O zip net está cheio de problemas.

obrigada

rosa kapila



Escrito por Rosa Kapila às 15h07
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