QUANTO MAIS ELE AGUENTA ATÉ ENLOUQUECER? “Aquele a quem não se consegue ensinar a voar, ensine-se a cair mais depressa.” ( Friedrich Nietzsche ) Fecho o livro com as duas mãos E ajusto minha sombra na janela O real acontece na televisão... /enquanto os pesadelos passeiam /em minha sala de visitas. Uma carambola azeda nessa tarde de sábado /me faz feliz. Tenho um osso agudo no palato /que me enfraquece os nervos e não permite /que minha língua repouse e nem passeie dou-lhe uma lambida glutona /a fim de gerar poesia ou mesmo uma lembrança /antiga para chafurdar minha memória. Hoje saí para comprar um serrote /e cheguei com dois livros em cada mão.
Escrito por Rosa Kapila às 15h36
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CONTE MENTIRAS NOVAS “O ser humano que tenta ser bom o tempo /todo está fadado à ruína entre os inúmeros outros /que não são bons. ( Nicolau Maquiavel ) Não se iluda com as esperas: são todas vergonhosas. E teus inimigos estão de ódio fervido dentro deles. Senta-te no rochedo e com uma lapiseira invisível /desenha a todos que te apunhalaram pelas costas /com luva de pelica na mão. Na sequência, picota um a um E pede ao vento para que faça a distribuição /das caras tortas/ dos dentes quebrados/ das omoplatas /desconjuntadas/ das pernas balangando. Não é vingança. São apenas lugares tomados. Em seguida, pede a um espírito que te suspenda do chão. Depois da risca da cal, voe. FIM.
Escrito por Rosa Kapila às 12h35
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TEMOS QUE SER UMA PLUMA PARA FLUTUARMOS ENTRE AS PESSOAS “A prosa é o diurno, a poesia é a noite; se alimenta de monstros e símbolos, é a linguagem das trevas e dos abismos. Não há grande romance, pois, que em última instância não seja poesia” ( Ernesto Sabato ) Eu quase amo o retrato numerado E as pernas cambotas Mas a noite se encarregou de lavar tudo Com uma chuva-dilúvio. Este é um sumário de versificação de aço /que precisa ser bem temperado. E quanto mais sofre Mais forte fica De nada valeu o conselho: “temos que ser uma /uma pluma para flutuarmos entre as pessoas” e o mar da garça veio lamber suas pernas. O mar também arrancou o latim da pedra Como se arranca a escama de um peixe. Os versos ficaram divididos e a gramática, /voadora. Isso demonstra que os sonhos estão desocupados.
Escrito por Rosa Kapila às 19h06
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Escrito por Rosa Kapila às 19h12
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Escrito por Rosa Kapila às 19h06
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rosakapila
Escrito por Rosa Kapila às 19h05
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Eu andaria de camelo no deserto para propagar a leitura.11:35 AM Aug 16th from web
Escrito por Rosa Kapila às 19h01
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