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diário de ROSA KAPILA


MEUS OLHOS DORMEM SOB DUAS JANELAS DE VIDRO

E UMA GRADE DE PLÁSTICO

“O olho  é a luz em repouso”

( Jim  Morrison )

 

 

Desenhei  um cacho de nuvens

A fim  de transformar a paisagem

Num mundo mais  suportável.

Meus olhos, vestidos de óculos acham tudo  obnublado!

Vertigo!

Vejo “Um corpo que cai”  no corujão e a olho nu

/não consigo decifrar  os mistérios  de  Hitchcock.

O melhor sono  é o  da TV.

Os mistérios passam correndo, no escuro.

Meus olhos, entre duas janelinhas  de vidro e

/uma grade de plástico, dormem.

 

 

 

 



Escrito por Rosa Kapila às 01h09
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TEXTO  TEMPORÁRIO PARA OBRIGAÇÕES OCULTAS

“Em meu ofício ou arte taciturna/ Exercido  na noite silenciosa/

Quando somente a lua se enfurece/ E os amantes jazem no leito (...)

( Dylan  Thomas )

 

 

Os fantasmas  sentam nas cadeiras, apenas  para  me olhar...

E me respondem porque eu colo  tanto em  Deus.

Esta é  para você, bebé, que anda com Jesus  em volta do pescoço,

/mas  só gosta de pedra porque pedra não se mexe.

Toda vez que penso em você

Eu fico cega

Como  se  estivesse na Caverna de Platão.

Estar  com  você  é  o nosso passado  me empolgando

Por numerosas  ilusões.

 



Escrito por Rosa Kapila às 19h46
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COMO UMA ESTRELA FORA DO CÉU

“alguma coisa em mim,deseja alguma coisa

que não sei” (Hilda  Hilst)

 

 

Desço  do trem uma parada  além do destino

Como se procurasse alguém na  ponta dos pés

/observo o campo estranho onde estou.

Como num sonho de  Agatha Christie, vejo

/no sovaco de um homem “O doente imaginário”

/de Molière.

Se eu não fosse doida,eu seria doida, agora.

Me sinto solitária  como um morcego voando

/pelas grutas  de uma caverna.

Estou  naquele lugar como uma estrela fora do céu.

Preciso dar uma forma  para meu corpo

/e pegar um trem de volta.



Escrito por Rosa Kapila às 15h41
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