CULPADO FOI O BIFE EMBRIAGADO E SALIGNO “Não serei um homem/ serei uma nuvem de calças “ ( Maiakovsky ) Ganhei um cobertor do exército que esfria o calor / e esquenta quando é frio. Sou desconfiada que nem pedinte em porta de igreja /quando recebe grande esmola, pois em meus braços / tenho apenas minha vida. Jantei um bife embriagado de vinho e cheiro meu fofo / presente enquanto vou andando pela Lavradio... Uma luz ofertada por um carro me entontece “Não permita Deus que eu morra” nessa rua molhada /de chuva... e logo de pressão alta! Culpo o bife pela tontería e me agarro a uma tabuleta de prego /mole, não esquecendo meu cobertor como anteparo. Um amigo meu que parece o “nuvem de calça”... passava... /troco a placa molenga por ele. - O que foi? - Um bife salgado e bêbado! - Me abraça e vamos vazar. - Água! Preciso aguar-me! Água Água Água.
Escrito por Rosa Kapila às 23h34
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LÁ VEM O SAL, VESTIDO PARA MATAR “A arte serve para enxaguar os nossos olhos” ( Karl Kraus ) Durmo com o Crepúsculo de Mário de Sá-Carneiro E acordo com minha avó cantarolando / viva a uva e as sete chuvas. Logo pra mim, a grande doida, a varrida. Não, vó, eu só quero ser vendedora de mistérios. Meu apetite por destruição é igual ao de Axl Rose. Que fiz eu de minhas grandes horas? Daria tudo agora por um Domingo em Paris. Você esqueceu meu sonho contigo. Mas deixa estar: a Arte convive bem com a Arte. Que o diga o estofo de meu sofá, absorvente de sal de lágrimas. E pra você, inimigo número um: “com um punhado de areia, / eu lhes mostrarei o terror.” obs: a construção entre aspas é de Jackie Estacado, anti-herói dos quadrinhos
Escrito por Rosa Kapila às 18h32
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