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diário de ROSA KAPILA


 

 

SE POESIA BRILHASSE...

“Desejaria viver  em Júpiter

onde   as almas são puras e a transa  é  outra”

( Henrique do Valle )

 

 

Leio  o  melhor  bepop dos marginalizados:

“ O AMOR  É UM CÃO DOS  DIABOS “

de  Charles Bukowski

... quem lê  vive mais, será verdade?

Amo pessoas espalhadas pelo mundo

E nem tenho pretensão de juntá-las

Um  irmão com a  perna  bêbada há quarenta anos

Um filho que a barba é uma moita

Vitória no  Piauí

Ceci  no Canadá

Zé e Lise  no Novo Milênio

Um primo com vida tosca em Nova York

E isso  é  o   melhor que tenho.

 



Escrito por Rosa Kapila às 12h50
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SE EU SOUBESSE PINTAR, FARIA DO  MEU PÉ  UMA PAISAGEM

( “Faça as coisas agradáveis pessoalmente; as coisas desagradáveis,

por intermédio dos outros.”

( Maquiavel )

 

 

Os ventos dos mares eram meus...

Fujo, quando vejo o perigo  mas meu salto quebra.

Pulo, como  se tivesse  uma quarta perna.

O vidro já  pisado rasga meu pé....tentei  dominar  o sangue.

Não pense,  caro   leitor  que quero  exibir  ao mundo minhas mazelas.

Muita gente me pergunta onde arranjo tempo

Para tanto escrever...

Respondo  que a inspiração para mim sempre  foi um improviso.

Há teóricos que dizem que a poesia  provém de uma  alma doentia

Eu digo que compensa  minhas deficiências psíquicas.

O pé rasgado, deu-me  como herança  uma  unha preta

Que depois ficou mole.

O médico disse-me  que ela  cairia.

Até   hoje espero  a queda  de  minha unha

Como um acontecimento  em minha  vida.

E sei  que  minha unha  me dilacera.

As unhas apresentam um modo próprio de ser e por elas

Tenho fileiras de sandálias de dar aula me olhando...

Amo o lado bom da dor: ela passa.

Não sei porque  mas lembro de mamãe  quando espantava

Alguns garotos que vinham com varas

Assaltar a mangueira.

Foi ali, em Teresina  que eu tive meu primeiro  pé quebrado...

Agora, em sala de aula, um aluno procura em sua bolsa

Um anador  para mim.

Então, volto ao vento  que seria: paisagem  de pé e passagem de dor.

Tem em Botafogo  a Rua da Passagem.

Ô   rua que me intriga!

Foi passando  por ali  que os ventos dos mares eram meus.

 



Escrito por Rosa Kapila às 16h30
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