PALAVRA-VALISE
“... Amor, você é a única boca
de que eu seria uma língua”
( Sylvia Plath )
Um osso feito de metal recobre um de meus dedos dos pés
Que no frio estrala e no calor se quebra.
Eu acredito na eficácia das idéias e nos atos da Ciência.
Sigo tombando o barco de meu espírito
Abatida
Tenho como companhia botões secos de flores
Sonhei com amizades seguras mas todos têm seus infernos.
Quem me deu alento foi um morto que se levantou
E flutuou no plano etéreo... este chorou por mim...
Com graça e leveza.
Esse sol lindo o dia inteiro foi inútil...
Pendências com trabalho...
Algumas pessoas em vez de palavras de alento
Nos dão inutilidades
Alguns preferem oficializar a vida azarada.
Tem hora que até os pássaros são infelizes.
Assim como eu passo do abismo à alegria
Vigio os “gafanhotos” que tentam triturar a minha pele.
Sou muito mais rica em desprezo
Do que em sabedoria.
A rebelião dentro de uma poesia é um escolho.
Eu estou no lugar de minha biografia
E de minha história.
“Nada pode dar certo quando queremos e não queremos.”
Fico melhor quando o nariz na vidraça esfrego
Do que em dias soprando gafanhotos.
Hei de ter tempo para todos os meus trabalhos.
Escrito por Rosa Kapila às 23h53
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