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diário de ROSA KAPILA


 NA  JANELA DO  MUNDO

“Inevitavelmente, vivemos em grande parte

dentro da nossa cabeça.”

(Buda )

 

 

 

A novidade é  a coisa mais  antiga do mundo

E o  fim é a maior invenção do Criador.

Dou-lhe o tambor do coração do tempo que

Ficou  cansado.

E sopra cada  vez mais  forte o passar dos dias.

Sob   o céu branco da meia-noite  procura escorpião

Haverá um dia de  amanhã  para que saias  voando...

Cuidado  para que a poeira dos  caibros do telhado

Não   caia  na manteiga.

Preste  atenção  quando a brisa  suave da primavera voltar.

Saindo de um nado forte aguarde os golpes na  terra.

Tome uma taça  daquele  ar.

Comece a contar histórias  sobre como  a vida é longa.

Sobre como a vida é curta.

Diga com   paixão  que o tempo  está passando

E  se afaste dançando.

Esqueça as malvadezas  dos outros

E viva sua plena compreensão

Siga apenas o talento poético de cada narrador.

 

 

 



Escrito por Rosa Kapila às 18h14
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Bom dia, Rosa!

 

"Quisesses ou não, estavas no fogo" é lindo...

adoro ler seus poemas tão cheios de vida de desprezo pelo que muita gente faz dela.

é profundo e simples...

 

um abraço forte de admiração!

 Shena  Luissa

 



Escrito por Rosa Kapila às 13h43
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Nem quero comentar esse poema
sei que o amei...
E agradeço aos céus por terem me dado inteligência para
compreendê-lo.
é um poema raro
é um poema do c...
Pra você eu tiro o chapéu!!!
as outras eu tiro...
Valeu!!
beijão

léo mandí

Escrito por Rosa Kapila às 13h36
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LITERATURA PURA

“No Largo da Carioca entrou  num tílburi, e seguiu

para os lados da Praça da Constituição. Garcia voltou

para casa  sem saber mais  nada.” ( Machado de Assis )

In: A Causa  Secreta

 

 

O meu Ulysses está sendo feito, a duras penas, bem provinciano

E acanhado.

Tenho mesmo  é inveja de Nero... arrojado, prepotente!

Dizem que ele  tocou fogo em Roma

Porque falaram mal de seus poemas.

Qual o sistema metafísico que vai me dar uma  idéia, que, complicada

E confusa, vai ser entendida?

Se eu pudesse rodar a Terra em minha mão...

Tenho a sorte  de morar nessa cidade

Com Literatura Pura  em meu redor

Aqui, no Campo de Santana

Os pássaros  pisam em minhas  pegadas.

Em vez de odiar  certas  pessoas

Que tratam aquilo  que parece ser  o órgão do amor,

Como um porrete e que  avançam  com  cacos de vidro  nas mãos...

Ilumino-me com  “Judas,  O Obscuro”  uma das  mais belas criações

Desse mundo.

Thomas  Hardy ajuda-me  a atravessar  as águas enigmáticas

Do Rio da morte.

E igual a esse pássaro quero retomar meu vôo.



Escrito por Rosa Kapila às 12h58
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