OI, SOU SÓ EU
“São as obsessões do autor que escolhem
o gênero “
( Manuel Vazquez Montalban )
Sou uma folha inocente me diz
Um anão numa rua escura do sonho.
Eu respondo que o perigo está por perto.
Mergulhe e não tenha medo de adormecer.
Meu coração é todo apegadinho a mim.
As lágrimas atraem tudo
Até o pedaço que sobra.
Lá vem
Aquele alguém que entoei seu nome
Não sei eliminar o que não quero mais.
Suportando inúmeros finais
O amor volta
Comprimidos ciclos
Viram remédios diários
O mal-estar
É a solução dos contrários
Águas partidas
Lá vem a solução
Dos que não sabem
Te empresto meu coração
Tome! Se é isso o problema...
Sangrar sem morrer, é bom!
Eu recordo como é difícil lembrar.


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