(...) NÃO DEIXE QUE A BARRIGA DE MINHA
PERNA TREMA DE AMOR
“Como o coração humano é oco e cheio de lixo”
( Pascal )
Eu não me apaixono mais
Nem por minha sombra
Idas e vindas
De céus e infernos retorcidos
Prefiro mil guerras
A ter que tesourar meus precipícios
Esperar um amor é hora de trevas
Ossos transformados
Em massa mole de corrosão
Ser condenada a arder em espera...
Mil vezes mil guerras
Mil vezes o fermento de um pão queimado.
Mil vezes nunca mais.
Sossega coração!
Pinta-te
Gruda-te
Consola-te
Tatea-te
Mas não deixe
Que a barriga de minha perna trema de amor.


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