UMA PACIÊNCIA DESENFREADA
“As feridas que não se vêem são as mais profundas”
( Shakespeare )
Nas trevas da regeneração
Encontro bálsamo para velhas feridas
Minha alma necessita de saúde
Em vez de penúria
Preciso seguir um labirinto prático das articulações
Da vida.
Desamarrar o nó da ficção
Nem fada
Nem ossos soltos
Nem lamúrias
Esse ossinho lascado me deforma
Quero o mesmo
Quero o mesmo
Quero o mesmo
Rolando sem medo
Vai ser o fim da refeição
Vai ser o fim dos fados
Vai ser o fim da astúcia
Vai ser o fim à medida que começa
Eu não sei esperar melhor.
Deus!
Dai-me o sono da confiança
Dai-me inocência
Para eu desembaraçar esses fios misteriosos
Dai-me o destino do tempo.
Escrito por Rosa Kapila às 19h02
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