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diário de ROSA KAPILA


CLARIDADE  ( POEMA DE ROSA  MARIA KAPILA)

A Lâmpada fiel  a  me iluminar, há dez anos não queimava

Novenei pensando em mamãe

E vejo um objeto sobre a lua.

Imaginei meu pé em Plutão

E minha gata mia na foto.

Saltei na penúltima estação

Vi uma banca com livros de Molière e fraldas no varal

Prima Guadalupe me abraça

Vértebras estalam

Eu invento que o sensores de minha gata me  seguem

E dizem que gata tem bigode.



Escrito por Rosa Kapila às 17h35
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COMIDA PURITANA ( POEMA DE ROSA KAPILA)

No restaurante quase escrevi teu nome

/como Drummond com letras de macarrão.

Certo Drummond, a sopa esfriou.

Sonho com as beatas ajoelhadas no pensionato

/onde morei

Sonho com elas catando feijão

Sonhos passeantes

/de moças indiferentes

Família com freiras

/abençoa  legumes

Revelação na sala de jantar olhando

/Santa Maria

Para as freiras o mundo tão antigo

Para as moças indiferentes, lembranças.

  vem  as lâmpadas fechar meus olhos.



Escrito por Rosa Kapila às 12h28
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   CARLOS EMÍLIO  CORRÊA LIMA  - ESCRITOR



Escrito por Rosa Kapila às 16h59
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MONÓLOGO DE DIDIER (POEMA DE ROSA KAPILA)

Vou te contar porque não bebi água em tua casa

/o teu filtro com água imantada é uma fraude

De noite a Lua vem e coloca uma água   clorada nele.

E a Lua tem a torneira quebrada.

Você conhece as pessoas bacia?

- “Não”.

São pessoas rasas,tem até uma presidente

Que é bacia,mas não tão rasa.

E a Isabel do lixo?

-“Também não conheço”.

Uma tal de Princesa Isabel.

Você sabe que a família real me persegue

/todo dia. Eles colocam gafanhotos,piolho de cobra

/escorpiões e outros bichos em minha frente.

Você ouve minhas novidades?

Eu sou carpinteira, ganho dinheiro com minhas ferramentas.

Eu vivo no mercado da morte

Eu sou da esquerda.

Um dia eu fiz poemas de amor

/que nem essas besteiras que você escreve

Mandei fazer uma caixa de lata para eu

/ficar no Metrô  ganhando dinheiro.

Obs: Didier é minha amiga há 15 anos.

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Rosa Kapila às 18h23
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POEMA de Rosa Kapila
“TUDO NOS DIZ ADEUS, TUDO NOS DEIXA”

TENHO QUE RELER ALGUNS LIVROS.
EU JÁ ENCAREI MEU MAIOR DEMÔNIO.
ALICE ATRAVÉS DO ESPELHO E SUA PERGUNTA:
“ QUEM SONHOU ISSO?”
TENHO QUE RELER HERÁCLITO, O OBSCURO.
ASSIM DIZ PLOTINO:
“ A TARDE ELEMENTAL RONDA A CASA”.
A DE ONTEM,A DE HOJE, A QUE NÃO PASSA
IGNORANTE AMOR, A IRONIA, O DESEJO DE SER.
ESTOU FOLHEANDO NESSE MOMENTO
OS DIVERSOS LIVROS QUE NÃO ESCREVI
TENHO VÁRIAS IDENTIDADES:
SEMPRE ESPREITANDO SEM SER VISTA,
IGUAL UMA MALA VAZIA GUARDADA
EM UM ARMÁRIO, ESPERANDO SER ENCHIDA.
POR FIM , CHOREI PARA O PODER SUPERIOR.



Escrito por Rosa Kapila às 15h26
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Escrito por Rosa Kapila às 18h05
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“ROSAS DE VINHO! ABRI O CÁLICE AVINHADO” (POEMA DE ROSA KAPILA)

Kapila virou Copila ou Capela

Passei trinta anos para aprender o nome

/de minha amiga Jacquelinei

Não me importo...olho a água cor de azeite

O tempo vira

Uma consumição

Agoniei na Pedra do Arpoador e vomitei

/no sal do mar

Em Teresina se fala “doente dos nervos”

Mas vejo o doce pôr do sol

Oara me socorreu

Mais vinte anos

Para meu amigo Dublinului

Cinco taças de vinho

Produzem imensa lágrima.



Escrito por Rosa Kapila às 17h26
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ESTALOS ( poema de Rosa Kapila )

Um remédio zumbe dentro de mim

Vejo folhas rastejando...se refrescando na chuva

Imagino que eu poderia ser uma folhinha que

/não consegue pensar

Meus projetos, aos pedaços circulam por aí

Salgue-me mar

Adoce-me chuva

Stop trovão

Deixe de avariar-me

Vá a Marte urgente!

Numero os micróbios que pisam em meu poema.



Escrito por Rosa Kapila às 16h13
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ECUADOR

(POEMA DE ROSA KAPILA )

Se o rio corre por baixo de mim, eu corro.

Que fome é essa desesperada pela criatividade.

Nenhum ninho novo.

Saí para colher histórias de fantasmas.

Se quero ser lírica

Devo ter um lirismo bem escrito

Insana urbe

Acaba comigo

Misteriosa

Miraculos

Feiticeira

Te sigo de vida

Te sigo de morte.

Esse luar é uma gata em seu ataque

Triste é ti

Acompanho os flagelos nos mares

Peguei febre de Buenos Aires

Murmurei: teribili.

 

 



Escrito por Rosa Kapila às 16h19
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Pulso de lame (Serie Diversos) (Portuguese Edition) (Portuguese) Paperback – 1988


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Escrito por Rosa Kapila às 14h36
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A TERCEIRA COR DO GATO

“Os gatos. Os gatos sim são loucos. Insones. Boêmios. Transtornados de desejo. Rasgando as madrugadas com gritos delirantes de amor.”

 M. M. Soriano

Para Ana Patrícia Rameiro

 

Mal consegui chegar ao fim da noite para sonhar. Já em Paraty me pergunto: a mulher só pode nascer de uma outra mulher que não seja sua mãe? Minha alma é nobre, eu tenho tédio. Em Paraty, nesta FLIP de 2011 observei que os espíritos criativos se suportam. Minha necessidade de ganhar dinheiro fez com que eu me acostumasse ao trabalho. O labore é humano,demasiado humano. Tenho fome, mas não fica claro de que exatamente seria essa fome. Aperto umas ameixas secas na mão,largo-as pela beirada do Rio Perequê-Açu para as Formigas que me dão bom dia comerem. Peço a mim mesma para não perder-me em minha euforia. Lembro-me da primeira frase do filme “ O PSICOPATA AMERICANO”: “abandona toda esperança,tu que entras aqui”. Paraty é uma saída emoldurada para mim.E é de minha querida Madonna que usurpo a frase.”: a vida é um mistério,todos devem ficar sós. O Rio Perequê me eleva, sinto uma autoconsciência.Cadê as respostas que tanto quero? Elas estão chegando. Estou treinando minhas narrativas. Meu querido Novalis, para onde vamos? Sempre para casa.Mas  o Hostel Casa do Rio é o Éden. Havia anos que eu não via o sol nascer. Às seis da manhã eu sentava numa cadeira de praia, metia minha mãozinha no Rio e conversava com o sol. Parece que vejo sinais de que sendo COLPORTAGEM eu consiga continuar inventando minha ficção. Felicidade chama-se estranhos prazeres. Eu acho que sempre estive na pista de toda espécie de loucura. Paz é tudo.Alma minha indócil, já pensou ter olhos de Liz Taylor?E ter os músculos banhados de ouro como Angelina Jolie em “Beowulf?” No frio de Paraty estou dentro de duas calças compridas e o sol se deslumbra comigo.Aquela estrada no mar deve ser para um navio muito bom. Sopro abelhas. Respirei com a mão na água do rio que passa no Hostel. Em momentos menos pesados eu pensei ser “As Flores do Mal” Ou então princesa de alguma nuvem. Aqui eu não tenho fumos de cozinha. Cedinho vejo a mesa farta de um café que é um banquete. Não faço nada, nem minha cama. Princesa total. Eu quero fazer mundos e idéias. Compro umas tangerinas  mágicas, sem trabalheira para comê-las. Tive um namorado que se chamava Jack e eu o chamava  “o loucuro”. Um dia eu o levei  a minha morada. Não ficou sem fazer nada. Ando  muito em Paraty,sem fazer nada. Gosto do enorme bem que o mundo me oferece. Quanto mais profundo o sono,melhor o prazer. Um astro peregrino me clareia o sono. Os mortos  de meus sonhos dançam sem parar. Meu tempo de amar me parece muito curto e me inspira muitos ais! Minha profissão é materializar meus sonhos. Outrossim tive um sonho terrível em Paraty – perdia meu passaporte. Quase perdi o final da semana  com receio de que o sonho fosse verdade. Alguém queria ele. A inveja corrói a podridão de nossos ossos. Ainda penso que formigas na janela me dão bom dia. Tenho lembranças castradoras.Aquele amor que na boca da noite trazia-me flores amarelas caiu aos solavancos. Tenho idas e vindas para fazer.Calangos param ararinhas a fim de ouvi-las. Subterrâneos eram esgotos de ratos – amigas, sou deles. Fui a um lugar com muitas árvores, corri, brinquei com muitos bichos. Até ensaiei ser corredora. Dei umas dez voltas pela beirada do mar, pavões, cachorros  e cutias cantam para  mim.  AMOR PERDIDO É INACHÁVEL. Tantos volteios, tantas cintas liga,beijos de roubos. A carne crua do amado, eu pintava e fazia mochilas de ir para a Bolívia. Prefiro me suavizar; peneirar as pepitas de ouro  em meu  tacho de latão. Ouço, brigo, falo. O mundo foi embora, o mundo vai embora  para sempre.Soluços para dentro. Regurgitamento de polvos,bichos nojentos. Podia  ter trazido livros para lê-los. Chegando aí, eu  canto, dormindo.

 



Escrito por Rosa Kapila às 17h09
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UM ENCANTAMENTO ANTES DA INVENTORA

 

O Planeta ecoa falas de centenas de amigos

Pulso bate... Pulso baterá.

Falo de quartos de reis.

Aquele trovão que vem correndo é meu.

O lago dentro de meu olho, dança.

Vesti-me de flor, deixei que o vento arrancasse pétala por pétala.

O que quereria eu quando comecei com todo esse dedilhar de letras?

Não tenho a quem perguntar.

Alma alguma precisa responder.

Confeccionarei um ídolo.

Sorte é que a vida inteira aprecio o despertar

/com todo o cuidado de ter diante da cama

/ uma janela para ver as coisas. (Rosa Kapila)



Escrito por Rosa Kapila às 14h39
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Escrito por Rosa Kapila às 13h17
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UMA XÍCARA DE SANGUE

"Gosto de viver. Algumas vezes me sinto muito, desesperadamente, loucamente miserável, atormentada pela aflição, mas mesmo diante disso tudo eu compreendo que estar viva é uma coisa grandiosa."(Agatha Christie)

Para meu querido amigo escritor e teatrólogo Blanchot





Eu dei um grito de carência

mesmo assim vi um filme violento e saí andando por aí.

quero me abandonar dormindo nesta noite.

Vigio Agatha Christie enquanto ela mata as pessoas e os empilha

/em pedacinhos.

Depois do ritual da morte eu e a dama do crime bebemos várias

xícaras de sangue com biscoitos.

Ríamos.

Ela dizia: "tragam mais duas duplas de xícaras! - tim tim! O sangue move

/o mundo! Um brinde a tudo aquilo que é vermelho!

Scotch!

Scotch é meu cachorro. - venha tomar sangue conosco!"

As luzes da casa de Agatha brilham demais.

- Os venenos são escondidos aonde? - Pergunto.

Ela solta uma gargalhada.

- Só sei querida que todo dia a gente precisa morrer um pouco. Olha

/que avião bonito vai passando...

O avião me acordou.

Sou uma rosa de pobre coração cansado.

Quero ser bem sucedida dentro de mim mesma,

/na escuridão uivante.

Sempre tive olho de águia para qualquer coisa que

/estivesse fora do lugar. O ruge de Agatha Christie descia

/como um riacho em seu rosto empoado.

Fazia muito calor.

Enfim, eu e a dama do crime tínhamos um relacionamento

/profissionalizado.

Viva o vermelho assassino!

Ainda tive tempo de fazer a seguinte pergunta:

- Agatha, como você passa seus dias nas horas de lazer?

- "Matando gente!"

A rainha sabia como se divertir.

Estou quase num beco sem saída porque

/abandonei uns vícios.

Estou no osso com aquele amor.

E se eu o visse hoje lhes daria uns tapas.

Quando você não aguentar mais e me telefonar

/vou acender um cigarro e ler um anúncio de utilidade

/pública com minha letra baixinha.

Me procure que eu te mando desamarrar um cachorro

/num carro estacionado.

Para mim, sua chuva não serve pra nada.



Escrito por Rosa Kapila às 13h04
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CONTINUAÇÃO DE ROSADAS DICAS PARA SE ESCREVER CONTOS

13/04/2011

 CONTINUAÇÃO  DE  ROSADAS DICAS PARA SE ESCREVER CONTOS
1 – Não sofra de falta de imaginação.
2—Espante o intimismo  para  longe. Formule uma” retórica lendária” sobre sua pessoa.
3—Misture sempre um tom arcaico com ficção científica.
4 – Quando não tiver  enredo lembre-se dos seus 5 a 10 anos. Há uma arca perdida nesse entrecho  de idade.
5- Sabe-se  que “Bullying”  virou um folclore antipático. Não se preocupe com ele, todos nós, humanos   passamos por isso e ninguém morre de bullying.
6- Se a narrativa alongar-se, evoque: sofrimento, tortura, angústia, constância, dedicação e amor.
7- Se for para ser realista, trabalhe em primeiro lugar o  psicológico.
8 – Invente personagens alegóricos, ações altamente simbólicas e uma prosa poética cheia de retórica.
9 – Não faça esforço  para ser realista.
10 – Elegância, estilo e convenções literárias não fazem mal a ninguém.
11 – Ficção não precisa de valor documentário.
12 – Faça uma lista  de todas as casa que você morou  na infância . Depois “rebole” para lembrar-se das casas, ruas, acontecimentos, vizinhos , amigos de infância, escolas e seus afazeres prediletos.
13 – Seja exagerado (a) e um mistério para seu leitor.
14- Pegue como herança as fantasias sensacionais e alucinantes de Poe, Faulkner, Hawthorne, Melville, Gertrude Stein, John Dos Passos, Kerouac, Henry James, Thomas Wolfe, Hemingway, Julia Elizabeth, Whitman e mais uma trezena de autores (as)
15- Lute para escrever  mesmo que tudo em    seu entorno conspire contra. Seja seu herói (heroína), não consiga dormir  quando sua mente começa   a funcionar.  Chore à noite.



Escrito por Rosa Kapila às 21h30
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Escrito por Rosa Kapila às 22h22
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